
Emma Rawicz está de mudança para Berlim. Com o diploma da Royal Academy of Music já conquistado, o impacto causado por seu álbum de estreia CHROMA (2023) e o sucesso de BIG VISIT (2025), gravado em duo com o pianista Gwilym Simcock, a jovem saxofonista britânica consolidou-se como um dos nomes mais promissores da nova geração do jazz europeu. Agora, ela inicia um novo capítulo, em busca de novas possibilidades para seu desenvolvimento artístico.
“Você nunca sabe o suficiente sobre jazz”, afirma a musicista, que também toca clarinete baixo, flauta e piano. “Sempre há algo novo para descobrir. Enquanto você está praticando, novas ideias e linguagens estão surgindo. O jazz é uma fonte inesgotável de criatividade, e eu percebi isso de uma hora para outra.”
Emma tinha apenas 12 anos quando essa descoberta aconteceu. Na época, estudava violino e canto clássico, até assistir a um concerto de big band durante uma escola de verão. A força daquele conjunto — especialmente dos instrumentos de sopro — a impressionou profundamente e mudou o rumo de suas ambições musicais. Pouco depois, o saxofone tornou-se seu instrumento principal.
Ela aprendeu rapidamente os fundamentos, mas sentia que precisava recuperar o tempo perdido. “Eu só comecei a tocar saxofone de verdade aos 15 anos, e isso me parecia tarde. Mas, no fim das contas, deu certo.” Sua ascensão foi rápida: ingressou na Royal Academy of Music e absorveu tudo o que pudesse ampliar seus horizontes criativos.
Essa busca por novas direções também está presente no sexteto com o qual gravou INKYRA, álbum com lançamento previsto para novembro de 2025.
Os últimos três anos marcaram uma ascensão meteórica para Emma Rawicz. Como muitos artistas emergentes, ela inicialmente gerenciou sua própria carreira de forma independente, construindo seu espaço gradualmente. No início de 2025, já havia concluído seus estudos, assinado contrato com a ACT Music e ampliado significativamente sua projeção internacional.
Sua presença digital também cresceu rapidamente, alcançando quase 50 mil seguidores no Instagram. No mesmo período, conquistou o prêmio de Revelação do Ano no Parliamentary Jazz Awards e realizou mais de 100 apresentações em apenas 12 meses pelo Reino Unido e pela Europa.
A recepção da crítica ao seu trabalho mais recente reforça esse momento de consolidação. A revista DownBeat destacou Inkyra como a obra em que Emma Rawicz floresce plenamente como artista:
“Com seu mais recente lançamento, Inkyra, Emma Rawicz surge em plena maturidade artística, com uma visão e uma voz capazes de elevar o espírito e tocar a alma.” ★★★★
A publicação também elogiou sua performance no saxofone tenor:
“Quando Rawicz improvisa no saxofone tenor, a música ganha proporções estratosféricas. Ela demonstra um domínio impressionante ao construir um solo expansivo e inspirador que deixa o ouvinte sem fôlego.” ★★★★
Além da avaliação máxima de quatro estrelas, Inkyra foi escolhido como Editor’s Choice pela DownBeat, consolidando Emma Rawicz como uma das vozes mais relevantes e promissoras do jazz contemporâneo.